A Rua dos Ausentes - parte 12 - Final
E naquela noite, havia pessoas na Rua dos Ausentes reunidas cada qual por um propósito diferente: Algumas queriam começar a existir,e outras, queriam apenas o direito de deixar de existir; Algumas estavam iludidas pela possibilidade de riqueza, e outras, consoladas pela pobreza em que viviam. Umas eram jovens que queriam permanecer sempre jovens, e outras, velhos que só queriam a morte, enquanto algumas eram velhos que tinham a esperança de rejuvenescer.
Havia uma bruxa vingativa cuja vida fora destruída há séculos. Havia uma moça que nada sentia, que não tinha sido ensinada a amar e cuja vida tinha sido uma grande mentira desde o início; ela queria vingança e queria também a verdade. Havia um homem velho que amava desesperadamente a uma mulher tão linda quanto fria que o usava. E ele nem percebia.
Havia uma cidade inteira existindo em volta daquelas casas misteriosas, cujos habitantes gostavam de especular sobre aquelas vidas que eles tanto temiam.
Cada pessoa tinha uma intenção e um medo, uma frustração e um desejo. A vida e a morte brincavam de esconde-esconde entre eles.
Mas ninguém contava com um desfecho como aquele que eu - a criadora de todos eles, a deusa absoluta sobre seus destinos - havia preparado.
Um enorme meteoro se encaminhava havia vários anos para o Planeta Terra, e há vários anos cientistas tinham plena consciência sobre a destruição final que se abateria sobre o destino de todos. Enquanto isso, as pessoas apenas continuavam a criar histórias, intrigas, manipulações e fantasias sobre tudo e sobre si mesmas. Não sabiam que dentro em breve tudo estaria arruinado: seus sonhos, medos, decepções, desejos, intrigas, invejas, dinheiro, miséria. Tudo acabaria.
E seria exatamente naquele dia, em que algo estava sendo preparado na Rua dos Ausentes enquanto na pequena cidade, todos dormiam ou bebiam nos bares. E o grande final seria democrático, atingindo inocentes e culpados, bebês, animais de estimação, animais selvagens, velhos, mulheres, homens, gays, transgêneros, indecisos, pessoas de inclinação política à direita e à esquerda e pessoas do centro. Em algumas poucas horas tudo seria destruído (àquela altura alguém já teria espalhado a notícia, mas a nave da salvação já teria deixado a Terra em direção a algum outro planeta aonde talvez jamais chegasse). Nada havia a ser feito.
A lua cheia aguardava no céu, branca, pálida e fria. Havia a sombra de um sorriso em sua face, enquanto as estrelas apenas continuavam a brilhar pela última vez.
FIM

Lindo poema besos
ResponderExcluirMorris
Pena que não é um poema.
ExcluirBom dia de terça feira Ana.
ResponderExcluirHoje vim me atualizar em seus
escritos e vi que há muito o que ler.
Estou sem meu notbook, que resolveu
se aposentar. Enquanto aguardo o novo
vou trabalhando do not do meu marido,
que é horrivel, pq não é o meu, mas estou agradecida por ele me emprestar.
Se Vc gostar de saber, em Julho meu ilho caçula estará em turnê passando por Petropolis, no Sesc, aina não sei qual, mas
vou saer e te falo. Ele trabalha com a Banda Pequeno Cidadão, na qual são integrantes
os filhos e netos artistas como: Arnaldo Antunes, Edgar Skandurra e Ziraldo.
Quanto a seus textos eu gosto de ler com
calma, então lerei toda a série e depois comentarei 1 a 1.
Bjins querida.
CatiahôAlc.
Ótimo conteúdo Ana Bailune. Parabéns!
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