sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

AMOR E REVOLTA – CAPÍTULO IX







Jane caminhou até o carro – um Mercedes preto – que a esperava em uma rua paralela à rua da escola. Bufou e desacelerou o passo, tentando se acalmar. Estar perto do Deputado Tavinho sempre a deixava nervosa. Havia alguma coisa nele que ela não gostava, embora seus pais fizessem questão de tranquiliza-la e dizer que Tavinho era uma pessoa fundamental para a existência da ONG e que ela estaria sempre segura ao lado dele. Havia alguma memória confusa relacionada ao fato de não gostar de Tavinho, e sempre que Jane tentava acessá-la, ela escapulia pela janela. 

Jane reconheceu o motorista, que fumava encostado em um poste, em frente ao carro. Ela caminhou mais depressa e bateu na janela de vidro fumê escuro com mais força do que o necessário, a fim de assustar Tavinho. Ele baixou o vidro do banco traseiro, onde estava sentado, e olhou para ela, filmando-a dos pés à cabeça. Abriu a porta e mandou que entrasse, cerrando novamente os vidros. 
Dentro do carro, Jane sentiu-se sufocada, mas procurou controlar-se. O rádio tocava uma música suave e sensual, e o ambiente cheirava a Patchuli – o que sempre a deixava enjoada. Ele pegou o pacote pardo do tamanho de um tijolo, e ela o colocou na mochila. Sabia que teria que leva-lo até a ONG, que ficava a alguns metros dali, e entrega-lo à mesma pessoa de sempre – Rose, uma secretária de sua mãe. Jane nunca perguntou o que havia no pacote, mas desconfiava. Só não queria ter certeza. A mãe uma vez lhe dissera que era dinheiro para a ONG, mas ela não acreditou. Talvez a própria Sunny não tenha soado muito convincente de propósito. Sempre mandava que ela tomasse cuidado, não falasse com  ninguém e ao receber o pacote, entrasse o mais rapidamente na ONG e se livrasse dele. Dizia que tinha medo que Jane fosse assaltada. 

Ela já ia saindo do carro, quando Tavinho segurou-a pelo braço. Ela hesitou, olhando-o nos olhos e perguntando se ele queria mais alguma coisa.

-Quero sim – ele disse. – Preciso saber um pouco mais sobre o playboyzinho que anda com você.

Ela não gostou do tom de voz dele, e fuzilou-o com o olhar. Tavinho riu, dizendo:

-Calma, menina. Não vou morder seu namoradinho. Só preciso saber se ele é de confiança. Ele anda fazendo perguntas?

Ela mentiu:

-Não. 

-Tem certeza? Porque outro dia eu deparei com ele me olhando fixamente. O moleque é curioso?

-Ele não é moleque. E não, ele não é curioso. Do que você tem medo? Acha que ele pode saber o que tem nestes pacotes? Se eu mesma não sei...

Ele sentiu o tom de ironia na voz dela:

-E é melhor ficar sem saber, bonequinha. Sabe, nós nos conhecemos desde sempre. Vi você crescer. Acho que somos amigos, certo? 

Ela não respondeu. Sentiu que os olhos dele a devoravam. Ela vinha sentindo aquilo frequentemente, quando seus pais não estavam por perto. Tavinho lhe causava arrepios, embora não fosse um homem feio ou repugnante. Pelo contrário; as mulheres o consideravam atraente.
Agora o olhar dele sobre ela era quente e doce. Jane sentiu seu estômago revirar. Achou que fosse o Patchuli. Ela tentou desvencilhar-se da mão dele sobre seu braço, mas ele a deteve:

-Você está ficando cada dia mais bonita... sabe porque eu nunca me casei, Jane?

Ela baixou os olhos, sacudindo a cabeça, o corpo virado na direção da porta. Ele chegou bem perto do ouvido dela e disse:

-Estou esperando você crescer. Enquanto isso, vá se divertindo e se preparando para mim com esses moleques. Um dia, você vai ser a minha mulher. A minha esposa. 

Ela puxou o braço com força, e saiu do carro batendo a porta. Caminhou depressa, limpando o braço com a mão onde ele a tocara. Ela chorava. A memória que ela buscava teimava em não surgir, como se alguma coisa a puxasse para dentro, para o lugar mais escuro e profundo de sua mente. 
Enquanto isso, por telefone, Marvin tentou explicar à Sunny as preocupações de seus pais. Ela o escutou atentamente, e conversou alguma coisa com Paco durante alguns minutos, cobrindo o telefone. Depois, ela disse:

-Tudo bem, entendemos a preocupação de seus pais. Eles poderiam vir aqui na sexta à noite? Faremos um jantarzinho íntimo. Mas... querido, nós não vamos fingir ser o que não somos.

Marvin concordou com a cabeça, agradecendo:

-Não se preocupe. Meus pais não são tão caretas assim... já ouvi histórias dos tempos de adolescência deles que fariam qualquer um se arrepiar, Sunny. Muito obrigada por concordar em receber meus pais em sua casa.

A sexta-feira chegou, e no comecinho da noite, Marvin e seus pais entraram no carro para ir à casa dos pais de Jane. Melissa preferiu não ir, pois achava que não fazia sentido a sua presença por lá. Preferiu ficar em casa ouvindo música com com Gabi, que ficou bastante triste ao saber para onde todos estavam indo. Se os pais de ambos iam se conhecer, é porque o namoro estava ficando sério, pensou. Suas chances com Marvin, que antes eram minúsculas, tornavam-se impossíveis. 

Ela jamais conseguira esquecer aquele breve beijo que eles deram quando foram sair, logo depois que Marvin deixara a clínica de reabilitação. Toda noite, antes de dormir, ela recapitulava aquele momento. E outros meninos, interessados nela, iam passando diante de seus olhos sem conseguir serem vistos, apesar das advertências de Melissa:

-Esqueça o meu irmão, amiga. Ele está em outra, e parece que é um mal irreversível. 

-Mas... como assim, um mal?

-Sei lá... de alguma forma, meu irmão anda muito diferente do que é, e eu sinto que essa família tão moderninha e liberal pode ter uma influência ruim sobre ele... essa tal de Jane não me agrada nem um pouco.

-Nem a mim. E não é porque eu gosto do Marvin. Ela é estranha mesmo. sabe, não consigo me conformar com a rapidez com que o Marvin se envolveu com ela, Melissa. E chutou todos nós para escanteio. Inclusive o Luis, que é amigo do peito dele. O Luis está muito magoado... sabe, falei com ele hoje. 

-Quando ele volta?

-Na próxima semana. Antes do natal. 

-Legal! A gente tem que comemorar! Vamos chamar a galera?

-Vamos sim. Seria ótimo se Marvin pudesse ir também...

Melissa colocou uma mexa de cabelos atrás da orelha, e disse:

-Não conte muito com isso, amiga.

Ao chegarem na casa de Paco e Sunny, Cadu, Rafaela e Marvin foram recebidos por um mordomo que acomodou a todos em uma linda sala, sobre um sofá confortável, onde drinks gelados foram servidos. Ninguém tocou nos drinks, e Rafaela e Cadu permaneceram em silêncio olhando em volta e estudando todo o luxo que os cercava . Cinco minutos depois, seus anfitriões adentraram a sala, e Rafaela ficou deslumbrada com o que viu:

De mãos dadas, um casal que parecia ter saído de uma revista dos dez mais elegantes se encaminhava em direção a eles, os rostos sorridentes e amigáveis. Rafaela olhou de soslaio para o marido e notou que ele também estava absolutamente surpreso pela beleza dos seus anfitriões. Imediatamente, ela se arrependeu pelo vestido simples e discreto que escolhera, achando que deveria ter comprado algo mais ousado para a ocasião. 

Pois Sunny usava um longo preto, decotado e de alcinhas,  com discretos detalhes em dourado com fenda lateral que mostrava metade da pele bronzeada e perfeita de sua perna esquerda quando ela caminhava. Como jóias, apenas um par de brincos de ouro e pedras preciosas negras estilo pingente, que iam até seus ombros. Trazia os cabelos loiros soltos, e eles balançavam suavemente quando ela andava. Paco usava uma camisa branca de linho, mangas arregaçadas, bermudas azul-marinho também de linho e sapatos mocassim marrons; apesar da simplicidade, dava para ver que as roupas dele, tanto quanto as dela, só poderiam ter custado uma fortuna.

Rafaela pensou em seu vestido verde-escuro simples, sem detalhes, até os joelhos e nas sandálias baixas de cor nude. Seu marido usava um par de jeans novos e camisa polo vermelha, simples. Pareciam os empregados do casal que os recebia. 

Após as apresentações formais, na qual muitos sorrisos e elogios foram trocados de ambos os lados, todos se sentaram nos sofás elegantes e confortáveis. Logo, surgia Jane, usando um vestido branco curto  e esvoaçante, sandálias rasteiras com pedrinhas brancas, os cabelos presos em um coque mal-feito que deixava escapar suas mechas douradas. Usava muitas pulseiras no braço esquerdo, todas bem fininhas e de diversas cores, e um par de brincos solitários pequenos que soltavam faíscas quando ela se mexia. Parecia uma fada, Rafaela pensou. 

O casal desculpou-se sobre a ausência de seu filho Max, que tinha viajado com um grupo de amigos. 
Conversaram sobre amenidades, e logo a conversa seguiu para as atividades do casal anfitrião. Rafaela até achou estranho que, em mais de meia hora de conversa, nenhuma pergunta a respeito da família cujo filho sua filha adolescente estava namorando, tivesse surgido por parte dos pais desta. Assim, Rafaela sentiu-se na liberdade de indagar algo sobre a família da menina que namorava seu 
filho:

 - Meu filho mencionou que você administra uma ONG, Sunny. 

-Oh, é verdade! Chama-se Coração Aberto. Ajudamos pessoas necessitadas ao redor de todo o país. Temos uma sede aqui na cidade, e minha filha frequentemente a visita. Gosta de estar entre as crianças. E também sou terapeuta holística. Tenho um consultório no centro. Acho que você adoraria conhecer. E antes que me pergunte, Paco possui uma fazenda que herdou dos pais, onde mantém um projeto social voltado à agricultura. Além disso, também temos várias outras fazendas, onde plantamos café, cana de açúcar e vários tipos de frutas. 

Rafaela ainda teve tempo de notar o ar constrangido de Marvin antes que ela voltasse a fazer perguntas, e também a observação irônica de Sunny através da frase “...E antes que você me pergunte”, acrescentada à resposta que dera à sua pergunta, incluindo nelas mais detalhes do que os que foram solicitados; continuou:

-Já ouvi falar da sua ONG... parece ser um trabalho muito bonito. E... estão casados há quanto tempo?

Sunny e Paco se entreolharam, e foi ele quem respondeu:

-Não somos casados. Pelo menos, não legalmente. Vivemos juntos há quase vinte anos, e temos um relacionamento aberto. 

Agora foi a vez de Rafaela e Cadu se entreolharem, e ambos soltaram um “Ah” de reconhecimento. Cadu pensou que , se ele mesmo tivesse um relacionamento aberto, não teria necessidade de ficar declarando isso aos quatro cantos da terra. Mas ele apenas pigarreou e perguntou, apenas para demonstrar interesse:

-E o que seria um... relacionamento aberto?

Paco respondeu novamente:

-Bem... nós somos pessoas modernas. Não acreditamos em fidelidade. 

Diante dos olhares chocados de Rafaela e Cadu, Sunny acrescentou:

-Mas nada temos contra aqueles que pensam diferente. Este é o nosso estilo de vida, e não o impomos a ninguém. 

Naquele momento, o mordomo voltou, dizendo que o jantar estava servido na sala ao lado. Todos se levantaram, e se encaminharam para a sala de jantar. No caminho, Rafela não pôde deixar de reparar nas pinturas que decoravam as paredes – algumas de pintores que ela reconheceu, pois estudara suas obras. 

Durante o jantar, eles continuaram o assunto que fora começado na sala de estar, entre os drinks. O casal adolescente estava calado, sem participar daquela conversa até o momento; eles apenas trocavam olhares e de vez em quando, diziam alguma coisa baixinho um para o outro. Rafaela comentou:

-Então... me explica melhor essa coisa de relacionamento aberto, Sunny. Como isso começou?
Sunny limpou a boca levemente  com o guardanapo alvíssimo de linho, e explicou:

-Bem... desde que nos conhecemos e decidimos ficar juntos, chegamos a esse acordo. Nós dois achamos que não existem casas fiéis, e que é melhor viver de forma aberta e franca do que fingir sermos algo que não somos.

Rafaela tomou um grande gole de seu vinho, pensando se ela poderia ter razão. Ela e o marido também eram casados há muitos anos, mas com o acordo tradicional de fidelidade – que, da parte dela, pelo menos, jamais tinha sido quebrado. Mas ela tinha suas suspeitas quanto ao marido, embora nenhuma delas jamais tivesse sido confirmada. 

Rafaela notava a total ausência de Jane na conversa; a mocinha apenas os cumprimentara, permanecendo em silêncio desde então durante a maior parte do tempo, ou conversando apenas com Marvin, que parecia totalmente hipnotizado por ela. Era uma família estranha... Paco disse:

-Bem, eu e minha mulher acreditamos que o que realmente importa, é que as pessoas sejam felizes à sua maneira. Repito, não condenamos a forma de viver de ninguém. 

Cadu, que se mantivera calado durante algum tempo, declarou:

-Nem nós estamos aqui para isso. Mas... confesso que para mim, eu... esse tipo de relacionamento não serviria. Eu e minha esposa estamos juntos da forma tradicional, e tenho sido fiel a ela desde então. Vale o que foi combinado antes. 

Ele ergueu sua taça de vinho, sendo acompanhados por todos, que repetiram o que ele acbara de dizer, como em um brinde:

-Vale o que foi combinado antes!

Mais tarde, Jane e Marvin subiram para o quarto dela, ante os olhares ansiosos de Rafaela (que é claro, sabia muito bem o que eles iam fazer). Paco e Cadu encontraram um belíssimo tabuleiro de xadrez antigo em uma das salas, e passaram a jogar juntos. Paco explicou que o tabuleiro pertencia à sua família há três gerações. 

Sunny e Rafaela foram sentar-se na sala de estar novamente, entre os tapetes cor de creme e os sofás brancos da anfitriã. Rafaela pensou que a decoração da casa, apesar de luxuosa e bonita, parecia um tanto impessoal, como se estivessem dentro de uma revista de decorações: tudo meticulosamente planejado – até as revistas glossy acomodadas sobre um divã, milimetricamente distanciadas umas das outras, formando um leque. 

Quando as duas ficaram sozinhas, Rafaela também percebeu que as feições do  belíssimo rosto de Sunny relaxou. Ela descalçou as sandálias altas, colocando os pés sobre o sofá. Rafaela reparou nas unhas dos pés muito bem cuidadas esmaltadas de bege, e nos calcanhares sem qualquer sinal de ressecamento, que pareciam pertencer a um bebê – enquanto ela mesma lutava para evitar as rachaduras nos seus. Tudo em Sunny lembrava a perfeição. E aquilo fez com que Rafaela se sentisse ansiosa, pois não acreditava em perfeição. Onde seu filho se metera? Bem, ela teria que arriscar-se para saber. E foi o que ela fez:

-Sunny... me desculpe tocar neste assunto, mas gostaria de dizer o porquê dessa visita... quero dizer, o verdadeiro motivo.

Sunny ergueu as sobrancelhas, olhando-a atentamente. Rafaela continuou:

-É que Marvin anda usando maconha. Ele nunca usou isso antes, e... também encontramos alguns comprimidos em sua mochila, que ele diz servirem para deixa-lo menos... cansado durante as festas a que tem comparecido. Você sabe alguma coisa sobre isso?

Sunny não se abalou:

-Bem, aqui em casa todos usamos maconha livremente. Ouvi dizer, e foi seu filho quem me disse, que você e seu marido contam algumas histórias sobre a juventude de vocês... e que vocês mesmos usavam. Não usam mais?

Rafaela soou zangada:

-Não. Agora nós temos duas crianças para educar. Achamos que precisamos dar o exemplo.

Sunny fuzilou-a com seus olhos azuis, mas manteve a voz calma:

- Dar que tipo de exemplo, se na idade deles vocês faziam a mesma coisa, e eles sabem disso? Cara Rafaela, entendo a sua preocupação, mas minha filha também faz uso destas substâncias, e eu prefiro que eu mesma forneça para ela – pois sei as origens – e que ela consuma na minha frente, onde posso monitorá-la adequadamente e dosar o uso. Melhor do que fingir que eu não sei que ela usa qualquer coisa por aí em doses perigosas. Não se preocupe, seu filho está muito seguro entre nós. 

-Me desculpe, Sunny, mas fale pela sua filha, não pelo meu filho. Prefiro que ele não use essas coisas. Eu e meu marido deixamos de usá-las faz tempo, e eu não quero que ele...

Sunny interrompeu-a:

-Se você não quer, deve dizer isso a ele, e não a mim. Mas posso garantir que das nossas mãos, ele não consumirá mais. Lamento que a coisa agora vá fugir do seu controle, e do meu. Não sabemos se ele continuará usando, e de quem vai adquirir. 

Um silêncio mortal percorreu a sala. Rafaela não sabia o que dizer. Estaria, ela mesma, sendo hipócrita? Poderia estar colocando a vida de seu filho em risco? Sunny aproveitou o silêncio, e amenizando o tom de voz, tentou uma abordagem mais amigável:

-A decisão é de vocês, pois vocês são os pais. Mas na minha casa, as coisas continuarão sendo como sempre foram... ouvi dizer que seu filho tentou suicídio há alguns meses. Que ele andava confuso quanto aos métodos da escola onde estudava. 

Rafaela concordou:

-É verdade. Por isso nós o trocamos de escola. Mas como você sabe disso?

-Ele mesmo nos contou. E nós damos a ele todo o apoio. Não notou que ele tem estado mais feliz, mais tranquilo ultimamente? 

Mais uma vez, Rafaela ressentiu-se por não saber de algo sobre seu filho que aquela deusa sabia muito bem, e que ele preferiria conversar com Sunny do que com ela, que era sua própria mãe. Ela engoliu seu orgulho e confessou:

-Sim, ele tem estado... mais alegre. Talvez um pouco mais nervoso.

-O nervosismo dele se deve ao fato de não se sentir confortável em não poder contar a vocês sobre o que realmente acontece aqui em casa, ou o tipo de pessoas que somos. Vou ser muito franca com você, nós não somos uma família convencional. Não somos pessoas convencionais. Mas somos pessoas totalmente honestas em tudo, inclusive sobre o nosso estilo de vida. 

-Mas... por que meu filho estaria inseguro em dizer isso a nós?

-Sabe... ele está totalmente apaixonado pela minha Jane. Posso dizer que penso que ele faria qualquer coisa para estar com ela. Ele teme contar certas coisas a vocês porque a ideia de que vocês possam proibí-lo de encontrar Jane o paralisa. 

Rafaela alarmou-se:

-Mas... que coisas misteriosas são essas?

-Por exemplo: nós somos nudistas praticantes. Temos uma festa de nudismo pelo menos uma vez ao mês, e ela é tradicionalíssima. Também usamos maconha livremente, e acreditamos na liberdade sexual e no amor livre. Educamos nossos filhos com liberdade total.

Rafaela gaguejou:

-Festa de nudismo... tradicionalíssima? Como pode ser isso?

Sunny sorriu:

-Bem, venha conferir, eu vou convidá-los para a nossa próxima. Será na noite de ano-novo. Venham, e verão por si mesmos. 

Rafaela engoliu em seco, e não disse nada. Não queria parecer crítica ou ultrapassada. De repente, sentiu-se muito velha, e era como se o seu corpo pesasse uma tonelada, e seus cabelos fossem totalmente brancos. Ela simplesmente não sabia como lidar com aquilo.


(continua...)





6 comentários:

  1. Uma história interessante Ana muito bem articulada o que provoca em nós o desejo de ler sempre mais
    Que seu natal seja repleto de amor e muita felicidade, porque pessoas especiais como você sempre deverão ser abraçadas pelas coisas boas da vida. Feliz Natal!
    Um abraço com carinho

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  2. Muito bom.

    Venho desejar um, Um Santo e Feliz Natal

    Que, este Natal, e o próximo ano de 2018, traga a todos os corações, bondade, fraternidade, gosto pela partilha. Que em cada família haja amor, saúde, amizade. FELIZ NATAL E PRÓSPERO ANO NOVO.

    Bjos

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  3. Boa tarde. Peço desculpa mas penso que os textos são maravilhosos mas demasiado extensos. Será que todo o mundo os lê na totalidade?

    Feliz Ano Novo
    .
    hoje: * Embriaga-me nas tuas Emoções *
    .
    Continuação de boas festas.
    .

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    Respostas
    1. Olá, Gil. Não sei se os leem na totalidade, mas com certeza eu os escrevo na totalidade. Este é um blog de exercício criativo, e delimitar a minha vontade de escrever e criar não é e nem será a minha intenção. Fico feliz que alguém leia; se não lerem, fico feliz também.

      Não sei se você faz parte do pequeno número de leitores que leem o que eu escrevo, mas obrigada de qualquer forma.

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  4. .
    Passando, lendo, e deixando a minha mensagem de Ano Novo
    .
    Tema: -- FELIZ ANO NOVO DE 2018 --
    .
    Abraço

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  5. Olá Ana acompanho a bastante tempo seu Blog e sou um rapaz que adora bastante seus contos, existe a possibilidade de você tipo dá uma sequência há alguns de seus contos ? Como na Casa de uma noite sem fim, acho que é esse.. Abraço.

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