sábado, 12 de março de 2016

O ANJO NO PORÃO - CAPÍTULO XV









O ANJO NO PORÃO – CAPÍTULO XV




Numa manhã de domingo, Rosa chegou aos portões da escola, pedindo para ter com a sobrinha. Regiane, surpresa (as tias quase nunca a visitavam) pensou que algo pudesse ter acontecido ao pai. Aflita, ao receber a notícia de que a tia a esperava no jardim, saiu correndo pelos corredores da escola. Ao chegar diante de sua tia, ela estancou:

-Tia! A senhora por aqui? Papai está bem?

Rosa sorriu:

-Sim, querida, não se preocupe. Estou aqui porque queria leva-la a um lugar. Desejo que conheça alguém.

Regiane pegou o vestido de passeio e o sobretudo que a tia trouxera para ela, e após trocar-se no dormitório, ambas saíram de braços dados na manhã nublada e fria de domingo. Após caminharem durante algum tempo, chegaram à subida do bairro Duchas, e subiram a ruazinha úmida de paralelos. Regiane notou que havia Impatients brancas ao longo do caminho, e achou-as lindas. Rosa explicou que aquelas flores gostavam de pouco sol e muita umidade. Pararam para descansar um pouco antes de terminarem de subir a ladeira, e a menina quis saber:

-A quem vamos visitar, tia?

-Quero que conheça uma pessoa que está de volta à cidade após viver algum tempo estudando no Rio de Janeiro. É filha de uma prima nossa. O nome dela é Dália. Precisou voltar para cuidar da mãe, que está muito doente, e não pretende voltar para o Rio, pois está noiva e vai casar-se daqui a alguns meses. Dália é órfã de pai, e como sabe do estado terminal da mãe, gostaria de alguém que a acompanhasse, pois não deseja ficar sozinha na casa. Falei de você, e ela ficou muito contente. 

-Mas... ainda não terminei meus estudos!

-Bem, você pode terminar como aluna externa! E passar a viver com ela... mas só se você quiser. 
Regiane olhou em volta e gostou daquela ruazinha florida, com poucas casas e muitas árvores, fria e cheirando a ciprestes. Ao mesmo tempo, pensou em seu querido Ricardo; seria capaz de ficar longe dele? Mas... continuando na escola, ainda poderia vê-lo, e quem sabe, ele pudesse visita-la aos domingos?

Chegaram à casa – uma residência branca de janelas cinzentas, simples mas bem-cuidada, que ficava no meio de um pequeno jardim. Não havia cercas, e um caminho de pedras conduzia da calçada à porta. Ao caminhar por aquela trilha pela primeira vez, mesmo antes de chegarem á porta, Regiane sabia que ainda faria aquilo muitas e muitas vezes. 

Uma moça de olhar tristonho, olhos escuros e nariz um pouco grande, abriu a porta e mandou que elas entrassem. Mal colocou os pés dentro da casa, ambas sentiram o odor ativo de formol, álcool e remédios. Rosa fez as apresentações, e o olhar triste de Dália fez com que Regiane se entristecesse também. Regiane logo percebeu que Dália, mais velha que ela, não era uma moça bonita, mas gostou dela imediatamente. Ambas ficariam amigas ao longo de toda a vida, mas naquele instante, elas não sabiam disso. Dália preparou um café com biscoitos, que elas comeram à mesa da cozinha, sendo observadas por cães pequineses. A porta dos fundos aberta dava para uma área de serviço, onde havia um viveiro grande, cheio de periquitos. Regiane sentiu pena deles por estrem engaiolados, mesmo sendo bem-tratados. 

Após o café, Rosa tocou no assunto que as trouxera ali.

-Bem, Dália... Regiane vai formar-se na escola, e precisa dar um rumo à sua vida quando sair de lá. Você está precisando de companhia... 

Dália entusiasmou-se:

-Oh, se ela quiser, pode mudar-se hoje mesmo! 

Regiane sorriu:

-Sim, eu quero, gostaria muito de morar aqui, mas.. se você não se importar, quero primeiro terminar o semestre na escola, Dália. Tenho um... ou melhor, uma a miga que me ajuda muito nos estudos, e preciso muito dela, estou tendo dificuldades em uma das matérias. 

Dália aquiesceu:

-Mas é claro, Regiane, eu entendo. 

Depois do café, foram ao quarto da doente a fim de conhece-la. Seu nome era Margarida. Regiane ficou com muita pena dela, pois sabia que estava sofrendo muito. Margarida, que estava muito fraca, ficou contente ao saber que a filha teria companhia até casar-se, e disse ter gostado muito de Regiane:

-Agora posso ir mais tranquila. 

-Não diga isso, mamãe! A senhora ainda vai viver muito...

Margarida tossiu:

-Nós duas sabemos que não, minha filha... eu estou no fim... mas quero que você esteja feliz e segura...

Dizendo aquilo, Margarida mergulhou em sono profundo. Dália tocou-lhe o pescoço com os dedos e viu que ainda respirava. Aliviada, fez sinal para que saíssem do quarto em silêncio. No corredor, explicou:

-Ela agora fica assim, dorme a maior parte do tempo. Parece que está se desligando...

-O que ela tem, Dália?

-Ela tem a doença ruim. Já se espalhou pelo corpo todo. O médico disse que é uma questão de poucos meses, quem sabe, dias... (ela enxugou uma lágrima).

-Eu sinto muito... meu pai é rezador. Se quiser, peço a ele que venha. Pode trazer algum alívio para ela!

-Obrigada, Regiane. Ele já esteve aqui. Ele vem todo final de semana, desde que soube que ela estava doente. Engraçado... quando ele vem, e reza por ela, impondo as mãos, ela fica mais calma, e diz que sente menos dor. Mistérios de Deus!

Regiane percebeu que ela também tinha sido criada em colégio de freiras, como ela.

-Onde você estuda?

-Eu estudo no Colégio Nossa Senhora da Ajuda, no Rio de Janeiro... digo, estudava. Quando mamãe ficou viúva, mandou-me para lá, pois precisava trabalhar e não podia ficar comigo.

-Que coincidência! Já estive lá duas vezes, e não nos vimos.

-É uma escola muito grande.

-Você era interna?

-Sim. Mas vinha para casa nas férias, e foi assim que conheci Otávio, meu noivo. Vamos nos casar daqui a alguns meses. E você? Tem um namorado?

Regiane corou, baixando os olhos e pensando em Ricardo:

-Não... não saio daquela escola, como poderia?

Rosa, satisfeita, percebia a amizade que estava nascendo entre as duas. Teve uma ideia:

-Que tal se ficássemos para o almoço? Eu poderia preparar uma massa! Você tem trigo e ovos?

-Sim, claro! Ah, que bom, prima Rosa! Eu ia comer um sanduíche... a mamãe só toma sopa bem líquida. Não gosto de cozinhar só para mim.

E foram todas para a cozinha. Rosa e Regiane cuidavam do preparo da massa, que foi esticada em um varal improvisado com barbante na cozinha, e Dália descascava os tomates para o molho. Tiveram uma tarde agradável, até que, após o almoço, Margarida sentiu-se mal e Dália precisou virá-la de bruços para cuidar de suas feridas. Rosa e Regiane ofereceram-lhe ajuda, mas Regiane não estava preparada para o que ia ver: as costas da mulher estavam todas cobertas de feridas tão profundas, que o osso aparecia em alguns pontos. Pacientemente, Dália lavou os ferimentos e cobriu-os com pó de sulfa. Deixou-os respirar um pouco, e então voltou a por gazes limpas. Regiane, que não aguentou ficar no quarto, esperou-as na sala, e chorava copiosamente. Nunca pensara que alguém pudesse ficar naquela situação, como se apodrecesse em vida. Jamais se esqueceria do cheiro adocicado de decomposição que sentira – o mesmo exalado por sua falecida mãe, cujos ferimentos ela nunca vira, e cujo sofrimento ela finalmente compreendeu naquele instante. 

De volta à escola, correu ao porão para contar as novidades, mas não encontrou Ricardo. Regiane estava triste e alegre ao mesmo tempo. À noite, quando suas duas amigas voltaram, contou-lhes que iria morar em uma casa. Elas a olharam, a princípio com um pouco de inveja, e depois, ficaram felizes por ela.

Regiane só conseguiu encontrar Ricardo quase uma semana depois, no sábado à noite. Escapou do dormitório já bem tarde, aproveitando que poderia dormir mais algumas horas na manhã de domingo. Percorreu descalça os corredores, a fim de não fazer nenhum barulho. Cruzou o pátio iluminado pela luz do luar, sentindo o frio da noite. Assustou-se com os olhos brilhantes de um dos gatos, e depois, riu de si mesma. Entrou no porão e bateu à porta do quartinho, e uma luz se acendeu. Ele a abriu.

-Ricardo, você sumiu! Eu tive tanto medo!

Eles se abraçaram com força. Ela percebeu que o rapaz parecia triste. 
-O que aconteceu? Por onde esteve, e por que tem sumido assim?
Ele sentou-se na cama, em frente a ela, que ocupou a poltrona, jogando as pernas e os pés descalços sobre o braço da mesma. Ricardo parecia ainda mais branco do que antes. Ela temeu que ele estivesse doente.

-Eu ... talvez eu precise ir embora, minha amiga. 

O coração de Regiane deu um salto, e ela levantou-se bruscamente da poltrona, indo sentar-se ao lado dele, tomando-lhe as mãos geladas entre as suas:

-Não! Eu ... eu... me leve com você!

Ele sorriu tristemente:

-Fiquei sabendo que você também já tem planos, e que vai partir também.

-Mas... não é agora, é só daqui a alguns meses, e vou continuar estudando aqui. Vamos nos ver sempre, eu prometo! Ricardo, eu jamais deixaria você... 

Um silêncio cortado pelo pio agourento de uma coruja lá fora. As batidas do coração dela totalmente descompassadas, tanto, que ela sentia vontade de tossir. As mãos dele mexeram-se entre as dela, as palmas virando-se para apertar seus dedos. Eles se deixaram fica ali, em silêncio, os dedos entrelaçados e os corações cheios de medo e ansiedade pelos caminhos curvos e paralelos que a vida estava lhes propondo.  Ela murmurou:

-Não importa o que aconteça, eu nunca vou deixar você.
Ele disse, um tom de tristeza profunda na voz:

-Regiane... você não sabe o que está dizendo. Às vezes precisamos fazer coisas que não queremos fazer, porque não há outro jeito, não é uma escolha que temos. 

-Mas, olha, me escute, eu...

-Eu tenho que ir embora, menininha. Não posso mais ficar aqui, não posso passar a minha existência toda aqui!

-Mas você não vai!... Logo estarei morando em uma casa, e você poderá ir visitar-me; poderá ter um emprego, e nós vamos nos casar, e moraremos juntos, e teremos muitos filhos... 

Ele soltou as mãos dela, caminhando até o outro lado do quarto. Encostou-se à parede. Uma angústia sem medidas e uma batalha que ele jamais venceria o atormentavam. Ela percebeu. Havia uma coisa que ele não podia dizer a ela. Finalmente, o segredo que o mantinha sempre a um passo dela, estava a ponto de deixá-los a tantos passos de distância um do outro, que talvez não houvessem no mundo passos suficientes que os reaproximariam. 

Ela decidiu fazer a sua última tentativa de conservá-lo perto; ergueu-se, e foi até ele estava, parando diante dele. A frase que ela finalmente compreendeu que poderia expressar seus sentimentos confusos por ele escapou-lhe da garganta num sussurro: 

-Eu amo você!

Eles se abraçaram num ímpeto de paixão e desespero. E ele murmurou, de encontro aos cabelos dela, a mesma frase. 

Aconteceu, naquele momento, o primeiro beijo. Sem planejamentos ou ensaios, sem ter sido sequer sonhado antes, foi simplesmente natural que as bocas se encontrassem e selassem aquela verdade. E naturalmente, as mãos dele percorreram devagar o corpo dela, nu e solto sob o tecido grosseiro da camisola larga, que escorregou pelas suas pernas, enquanto sensações totalmente novas, estranhas e maravilhosas a percorriam. As mãos dela acariciaram a nuca e os ombros, vagarosamente, descendo para o peito, a cintura e os quadris. Ela não sabia mais como ir adiante. Não tinha ideia do que deveria fazer. Ele parecia preso no mesmo impasse. Então, beijaram-se novamente. E o beijo sussurrou-lhes o restante do caminho que eles percorreram devagar, pausadamente, saboreando cada sensação nova e estranhamente maravilhosa. 

A primeira luz da manhã encontrou-os entrelaçados na cama, os corpos tão próximos, que nem mesmo um fio de palha poderia estar entre eles. Regiane sentiu que mesmo entre seus braços, e no calor das cobertas, o corpo dele era quase frio. Mesmo assim, era um arrepio que ela amava sentir. E por amar senti-lo, ela o beijou novamente, e eles repetiram os encantos daquela madrugada.

Quando ela acordou, estava sozinha. Um misto de alegria e tristeza, amor e dor, fizeram com que ela tivesse certeza de alguma coisa nela estava irremediavelmente diferente, e que a Regiane que conhecia tinha desaparecido naquele quarto, dando lugar à outra que ela ainda precisava conhecer, mas da qual ela já sentia que gostava mais. 
Ele voltou lá de fora, trazendo nas mãos algumas frutas que ofereceu a ela. Não as comeu, porém. Ficou observando-a enquanto ela matava sua fome , e depois que ela terminou, ele lembrou-a de que ela precisava ir. Não podiam correr o risco de serem encontrados ali. mas Regiane sentiu um medo percorrer-lhe  a espinha:

-Mas você estará aqui quando eu voltar?

Ele olhou para ela muito sério:

-Tenha certeza de que eu sempre estarei aqui para você, meu amor, minha querida, mesmo que você nunca me veja de novo. Eu sempre estarei aqui, com você, para você e em você. 

-Não!... Não fale assim, me dá um medo enorme... eu não sei porque, mas me dá um medo enorme ouvi-lo falar assim, Ricardo. Quero que me prometa que estará aqui sempre, até que possamos determinar nosso caminho juntos, lá fora!

Ele sorriu:

-Desculpe, não queria assustá-la... eu prometo que estarei por aqui sempre.

-Até a próxima vez?

-Até a próxima vez.

-E a próxima, e a próxima?...

Ele beijou-a de novo.

-E a próxima, e a próxima. Para sempre. Com você.

.     .     .     .     .     .

Régis continuava tentando manter contato com Vicentina em vários centros espíritas, mas sem obter qualquer sucesso. Chegava às vezes de madrugada. Madame Fonseca o esperava chegar com um bule de chá, e de camisola. Às vezes passavam a noite juntos, e a paixão era intensa, mas ela percebia que nunca seria como a mulher-fantasma que ele tanto procurava. 

E foi numa noite que Vicentina lhe veio, enquanto ele dormia. Ele se viu em um lugar que não conhecia, uma casa no alto de uma colina solitária, de onde se via apenas montanhas e mais montanhas azuladas sob um céu pesado e cinzento. O vento soprava em rajadas que passavam por ele assoviando. Régis estava ainda atordoado, se perguntando como tinha ido parar naquele lugar, quando escutou um farfalhar de saias atrás de si, a ao virar-se, deparou com Vicentina de pé junto dele. Após recuperar-se do susto, pode reparar nela com mais cuidado.

Vicentina não estava mais doente. Usava  um vestido negro e longo, e tinha os cabelos soltos sobre as costas. Nunca a vira tão bonita! A pele, muito branca, denunciava sua condição de fantasma, mas ao mesmo tempo, apesar de tão diferente do que ele se lembrava dela em vida, era a mesma Vicentina de sempre, a que ele tantas vezes amara, enganara e abandonara. A mãe de sua filha. Régis percebeu que só podia tratar-se de um sonho, e prestou bastante atenção aos detalhes. Ela usava um par de brincos de pedras azuis, que pendiam quase até os ombros, e estava descalça. Em volta de um dos braços, havia uma pulseira cravejada de pedras iguais às dos brincos. Ele pode perceber o quanto eram bonitas e brilhavam naquele cenário fosco e tristonho. 

Ela lhe falou, e a voz dela sobrepôs-se ao ruído inclemente do vento: 

-Por que você me procura, Régis? O que quer de mim?


Ele ficou procurando pela resposta certa, e descobriu que não a tinha. Ela mesma respondeu:

-Você sente culpa pelo que me aconteceu. Mas saiba que a culpa é mais minha do que sua. Fui eu que segui meus instintos ao invés de pensar. Eu poderia ter resistido a você.  Eu poderia ter escolhido outro caminho. 

Ele sentiu as lágrimas começarem a rolar, e então, jorrar de seus olhos.

-Mas eu a abandonei, Vicentina... eu a deixei só com uma criança... e depois a deixei novamente naquele bordel onde você precisou trabalhar para sustentar a nossa filha... não há perdão para mim. 

-Chore, Régis, e depois tente dar seguimento à sua vida. 

-Eu perdi a mulher dos meus sonhos! Só quando era tarde demais eu compreendi que você, Vicentina, era a mulher certa para mim!

-A mulher certa para você não sou eu, Régis. Nunca fui eu. Mas ela estará usando estes brincos e esta pulseira quando você a encontrar. Agora... ACORDE!

Com um sobressalto, Régis acordou, sentando-se na cama, coberto de suor. Estava em seu quarto, na mansão. Tentou lembrar-se do sonho, que anotou em um caderno com todos os detalhes. 

Estranhamente, não havia mais a angústia que por tantos anos ele carregara em seus ombros. Sentia-se leve. Não havia mais culpas ou arrependimentos. Régis entendeu que fizera aquilo que sabia fazer, aquilo para o qual sua alma estava evoluída e preparada para fazer naquele momento de sua vida, e teve certeza de que, se naquele momento estivesse passando pela mesma coisa, teria agido de outra forma. Sentiu que amadurecera muito naqueles anos. Mas mais ainda em uma só noite. 


(CONTINUA...)





2 comentários:

  1. Nunca quis aceitar isso, Ana, mas até nas histórias, parece que tudo se repete. Dá a impressão que uns nascem para ser felizes e outros têm que lutar para não cair.
    Obrigada! Aguardando pelo próximo!!!
    Abraços carinhosos
    Maria Teresa

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  2. Ana, a riqueza dos detalhes que você imprime me encanta profundamente!
    Andei pelos ladrilhos, senti o perfume das flores, a umidade do ar... Assisti ao domingo, ajudei na massa...

    A cena de amor dos dois, foi linda... Na medida. Espero que seja o início de uma linda história.

    Quanto ao pai, ainda acho que as culpas o perseguem, mesmo que ele se veja mais evoluído em suas crenças, parece-me culpa essa procura.

    É delicioso te ler... Obrigada pela partilha, volto amanhã.

    Boa noite. Meu carinho.

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