segunda-feira, 28 de março de 2016

O ANJO NO PORÃO - Capítulo XIX







Porém, além de Dália, outras pessoas guardariam boas lembranças daquela festa de casamento: foi nela que Régis reconheceu a mulher de seus sonhos – aquela, que Vicentina destinou como sua em um sonho que tivera há muito tempo, a mulher dos longos brincos de pedras azuis. A mulher da sua vida. Assim que deitou os olhos nela, Régis imediatamente lembrou-se do sonho, do qual já tinha se esquecido. Ela estava sentada junto à mesa de doces, conversando com alguém que ele não conhecia. Aparentava estar entre os trinta e cinco e quarenta anos de idade. Ainda guardava muito da beleza de sua juventude, que emanava dos olhos, acariciava a superfície de sua pele e deitava-se sobre os cabelos negros e fartos, entremeados por discretos fios embranquecidos. Assim que a viu, Régis sentiu o coração bater aceleradamente, causando-lhe torpor, como um formigamento de ansiedade. Imediatamente começou a pensar em uma maneira de falar com ela.
Aproximou-se de Dália, parabenizando-a mais uma vez pelas núpcias, e sem conseguir tirar os olhos da estranha, indagou:

-Dália... quem é aquela senhora, sentada do outro lado da sala, envergando um belo vestido verde-escuro?

Dália voltou o rosto na direção apontada por ele, procurando pela mulher que preenchesse a descrição, e logo que  a viu, seu rosto se iluminou em um sorriso de reconhecimento:

-Oh, é uma amiga de mamãe! Seu nome é Petra. 

Dália voltou-se para Régis, e logo notou que o interesse dele era bem mais que simples curiosidade, e continuou a falar sobre Petra:

-Ela mora aqui mesmo, em Petrópolis. Infelizmente, na mesma época em que mamãe adoeceu, adoeceu também seu marido, e ela precisou dedicar-se inteiramente aos cuidados dele...

A decepção tomou conta do semblante de Régis, e ela percebeu; explicou:

-Ele morreu alguns dias após mamãe. A pobre Petra é viúva... imagine, tão jovem ainda! Tem apenas trinta e nove anos. Não tiveram filhos. Ela é muito só, já que sua família é de Mato Grosso. Venha, vou apresenta-lo  a ela! Isso, é, gostaria de conhece-la?

Régis não disfarçou seu entusiasmo:

-Mas é claro, eu ficaria absolutamente encantado!

E assim que ficaram diante um do outro, após as apresentações, a conversa entre os dois fluiu. Em pouco tempo, já sabiam de detalhes da vida um do outro. Era como se já se conhecessem há muito tempo, e logo tornou-se claro para ambos que não tinham se conhecido por acaso. Seis meses mais tarde, estariam legalmente casados! 

A parte mais difícil, foi quando Régis precisou informar madame Fonseca de seu casamento próximo; ela caiu em prantos, sentindo-se mais uma vez abandonada – acabara de receber a notícia de que, na Alemanha, seu ex-marido casara-se com Hanna, e que ambos logo teriam um filho. Lera a notícia em um jornal que seu marido assinava, e que ela não cancelara. Lá estava a fotografia dos dois, e do seu tão adorado menininho; Hanna, linda e coberta de joias, tão mais jovem que ela e já mostrando a barriga de gravidez, estava de braços dados com seu marido, que envergava sua farda do exército e aparentava ser muito mais jovem do que ele realmente era. Ambos estavam felizes, e seu menininho parecia um pequeno príncipe.  Madame sentiu-se duplamente traída:

-Oh, por favor, Régis, diga que não vai me deixar! Eu não vou suportar!

Ela nem se importava com os empregados curiosos que passavam do lado de fora do corredor, e que apesar de discretos, há muito sabiam do relacionamento muito mais que profissional entre a patroa e seu mordomo. Régis tentou colocar-lhe um pouco de juízo:

-Por favor, os empregados podem ouvir!

-E eu me importo? O que me resta, agora? Nem mesmo uma reputação! Eu tinha dito a todos os amigos e conhecidos que meu marido estava em uma missão na Europa, e agora ele aparece de braços com esta sirigaita a quem chama de esposa! A esta hora, serei o motivo de chacotas na cidade inteira, quiçá no país! Aos cinquenta e cinco anos, é isto que a vida me reservou... carregarei para sempre o estigma de mulher traída, abandonada, que mentiu sobre sua condição...

Régis sentiu muita pena dela:

-Eu estou muito triste... lembre-se de que Hanna era minha esposa também.

-Mas você nem a amava mais! Tanto, que já está para casar-se com uma outra, a quem mal conhece!

-Mas já faz muito tempo que ela se foi, Madame...

Ela caminhou pelo quarto, andando em volta dele:

-Madame... agora, volta a chamar-me de madame! Já se esqueceu de tudo o que aconteceu entre nós, meu caro?

-Nunca deixei-a pensar que estava apaixonado pela senhora... por você... e se caí em tentação, foi porque sou um homem, e a senhora foi muito... muito intensa em suas tentativas de seduzir-me. Perdoe-me a sinceridade. Não sou e nem fui apaixonado pela senhora... quero dizer, por você.

Ela sentou-se na poltrona, passando a abanar-se com um leque:

-Saia, Régis, por favor.

Ele manteve-se de pé, as mãos crispadas junto ao corpo. Ela repetiu:

-Saia!

Ele começou a caminhar em direção à porta, mas ela o deteve:

-Se pelo menos puder contar com seus serviços de mordomo nesta casa...

Ele suspirou, aliviado; conseguir um outro emprego que pagasse bem como aquele não teria sido fácil.

-Obrigada, madame. Pode contar comigo sempre, neste sentido, quero dizer...

Ela o interrompeu:

-Eu já entendi, senhor Régis. Pode sair.

E assim tudo ficou acertado: Régis reassumiu seu posto de mordomo naquela mansão, embora, meses depois, algumas vezes ainda servisse a sua senhora da maneira antiga – noites despretensiosas na qual nenhum dos dois falava de amor, apenas da necessidades do corpo, que se expressavam e eram saciadas. Na manhã seguinte, Régis voltava a ser o mordomo, e ela, a senhora da casa. 

Regiane sentia-se solitária na escola, já que suas duas melhores amigas há anos tinham deixado a escola, devido a idade, sendo que a mais velha, Dóris, conseguira um casamento e já esperava um filho, e Célia, a mais jovem, passou a morar e trabalhar em casa de família. Ambas ainda escreviam a Regiane algumas vezes, mas cada vez mais raramente. Não era fácil para Regiane fazer novos amigos, pois era demasiadamente desconfiada e reservada. Após o casamento de Dália e Otávio, ainda permaneceu na casa durante um mês, mas logo percebeu que já não fazia mais sentido ficar vivendo ali, atrapalhando a intimidade do casal e gerando despesas a Otávio, embora ele jamais tivesse reclamado. Assim, voltou a viver na escola, e passava cada vez mais tempo no porão, na companhia de Ricardo e seus livros. 

Regiane achava incrível que nenhuma das freiras tivesse percebido para onde ela ia nos momentos de folga, e ela era muito cuidadosa para que não notassem, pois lembrava-se sempre da promessa que havia feito a Ricardo, de jamais revelar sua presença ali. Muitas vezes, arrumava-se nos finais de semana como se estivesse indo passa-los em companhia do pai, mas ao invés de sair pelo portão, entrava no porão e ali ficava até o raiar da segunda-feira. Ricardo passou a estar presente mais vezes, o que fez com que ela se sentisse aliviada. Seu maior medo, era que ele a abandonasse e nunca mais ela viesse a saber dele. Suas investigações a fim de descobrir quem seria a verdadeira mãe de seu amor mostraram-se infrutíferas. Ela não desistira, mas achou melhor esperar e ter mais paciência, pois achava que a verdade acabaria caindo de surpresa em seu colo. 

Numa sexta-feira, após o período de aulas, Irmã Malvina mandou chama-la em sua sala. Apreensiva, Regiane dirigiu-se para lá, cruzando os longos corredores de tábuas corridas, sentindo os olhos das pessoas há muito mortas, nas fotografias,  presos em suas costas enquanto ela passava. Passou pela cristaleira que ela quebrara com um soco de raiva, os vidros já restaurados, e aquilo fez com que ela recordasse dos muitos anos que ela morava naquela escola – quase dez anos. Sabia muito bem que Irmã Malvina ia falar da chegada dos seus dezoito anos (embora fosse completar dezesseis) e do fato de que ela teria que tomar uma decisão: deixar a escola ou tornar-se noviça. Já havia tido aquela conversa com ela antes, e pedira tempo para pensar; na verdade, queria apenas ganhar tempo. 
Regiane bateu à porta levemente, ouvindo a voz rascante da velha freira mandando-a entrar, o que ela fez, e após um sinal com as mãos, mandando que ela se sentasse, Regiane o fez e aguardou em silêncio até que a freira terminasse de examinar alguns documentos. Após alguns minutos que pareceram horas, Irmã Malvina ergueu os olhos para ela:

-Bem, sabemos que daqui a apenas dois meses você completará dezoito anos, e gostaria de saber se já tomou uma decisão quanto ao seu destino nesta escola – ou fora dela. 

Regiane engoliu em seco antes de responder, torcendo as mãos sobre a saia do uniforme:

-Eu acho que não tenho vocação para tornar-me freira, Irmã.

A feira ficou olhando-a, estudando seu rosto. Limpou os óculos na barra da saia, considerando o que  acabara de ouvir, tentando, quem sabe, ver naquela declaração algum tipo de ofensa velada. Após um longo silêncio, concordou com a cabeça:

-Então é melhor conversar com seu pai, pois minha responsabilidade sobre você está terminando. 
Agora pode ir.

Regiane levantou-se rápido demais, aliviada, e após uma mesura, deixou a sala. Correu até o porão, onde contou a Ricardo o que acabara de ocorrer-lhe:

-...E ela pareceu feliz por livrar-se de mim, Ricardo...

Ele pensou um pouco antes de responder, e Regiane percebeu que ele estava ainda mais pálido do que de costume. 

-Acho melhor você fazer o que ela diz.

Regiane considerou:

-Mas... eu não sei o que eu quero! Digo, eu sei o que eu quero, meu destino está ao seu lado, mas você não parece estar disposto a passar o resto de sua vida comigo, mudando sempre de assunto quando começo a falar sobre isso. 

Ricardo apertou-lhe as mãos, beijando-as em seguida:

-Meu anjo, nada há no mundo que eu mais deseje... mesmo assim, acho que você deve falar com seu pai.

-Sobre nós?

Ele levantou-se de um salto:

-Não! Nunca fale sobre mim, combinado? Quero que fale com ele sobre você, sobre seu destino.

Ela respondeu, zangada:

-Bem, ele quer que eu me case, com qualquer um. Qualquer marido, para que eu seja uma moça de família, diferente de minha mãe. Como minha amiga Dália, que se casou sem amor apenas para ter um marido, um homem zelando pela sua reputação. Mas eu não penso assim, acho que uma mulher tem outras coisas interessantes a fazer sem precisar casar-se e ter filhos! A não ser... só me casaria com você.

Ricardo pareceu aborrecido, e decidiu mudar de assunto:

-Veja, Regiane! Um livro que ainda não lemos, estava guardado no fundo da estante... 

Sentou-se na cama, convidando-a  a ficar ao seu lado. Mas Regiane era implacável:

-Papai casou-se de novo, e está feliz. Uma mulher chamada Petra...

-Eu sei, você já me disse. Já pensou em morar com eles?

-Não me sentiria bem morando com uma estranha... e ele passa a semana toda em Niterói, trabalhando. Só vem nos finais de semana e feriados, ou nas férias. 

-Você não gosta de Petra?

-Gosto, mas... é constrangedor. Na verdade, ela até convidou-me para viver com eles, mas eu disse que ia pensar... na verdade, não aceitarei. E Tia Fiorela quer que eu vá para o casarão, mas apenas para tomar conta das crianças... não quero passar minha juventude olhando os filhos dos outros. Gostaria de ter meus próprios filhos.

O rosto de Ricardo entristeceu-se profundamente. Regiane perguntou-lhe:

-O que foi, Ricardo?

-Nada... é que... e se você ficasse aqui na escola, e se ordenasse freira?

-Deus me livre! Não tenho vocação. Para dizer a verdade, não acredito na maioria das coisas que a religião prega! Imagine só, cultuam um Deus que morreu em uma cruz que eles mesmos ergueram, sofreu, foi torturado, e ainda acham-se merecedores de perdão! Os católicos são tão pretenciosos, que acham que mereceriam que um deus se sacrificasse por eles. E que, não importa o que façam, tudo pode ser perdoado se contarem ao padre e rezarem algumas Aves-Marias. E eu simplesmente morro de tédio durante as missas!

-Se uma das irmãs a escutar falar assim, você será expulsa da escola.

Ela riu:

-E o que importa? Logo sairei mesmo...

Ambos riram. Ele a beijou de leve, e ela sentiu um formigamento nos lábios, como se, ao invés de tocá-la, ele tivesse soprado um ar gelado sobre sua boca. Regiane abriu os olhos, em pânico:

-Ricardo, você está frio... e tão pálido! Você está bem?

-Sim, claro. Nunca estive melhor. Mas... vamos ler um pouquinho? Já faz tanto tempo que li esta história!

-É sobre o que?

Ele abraçou-a, aconchegando-a em seu peito.

-É uma história de amor.


.    .    .    .    .    .    .    .    .


Régis estava conversando com a filha. Ambos caminhavam pela avenida Koeller em uma manhã de domingo. Ele tentava, sem sucesso,  ‘colocar um pouco de juízo’ na cabeça da filha, e começou a ficar impaciente:

-Mas onde já se viu? Você não quer ficar na escola, e não quer morar com Petra e comigo... também não aceita viver com suas tias, pois não quer tornar-se babá das priminhas... o que lhe resta, filha? Uma mulher não pode tomar conta de si mesma, e além do mais, onde iria morar? Não tenho condições de pagar uma casa para você. 

Regiane franziu a testa, aborrecida:

-Ora, você mora com Petra... e quando está trabalhando, mora com Madame Fonseca. Antes, precisava alugar um quartinho. Durante um bom tempo, pagou um quartinho para mamãe viver. Por que não pode pagar um para mim?

-Já falamos sobre isso, menina! Mulher direita não mora sozinha. Você precisa achar um marido! Há de viver com suas tias até que encontremos um.

Ela bufou:

-Papai, maridos não se compram em supermercados! Antes, é preciso que haja amor, eu preciso apaixonar-me!

-Bobagem! Amor é coisa de tolos.

-Mas você se apaixonou por Petra, não é?

Ele rendeu-se, sem argumentos:

-Mas eu sou um homem. Eu posso. Posso dar-me ao luxo de viver sozinho e fazer escolhas sem consultar ninguém.

-É... eu sei... e pobre de quem estiver no seu caminho!

Dizendo aquilo, ela acelerou o passo, caminhando adiante dele. Régis deu-se conta do que acabara de dizer, e de que a filha estava coberta de razão. Apressou-se, alcançando-a.

-Desculpe, você está certa... mas estou preocupado com você, Regiane. Daqui a pouco, terá que deixar a escola, e não vejo o que posso fazer por você. 

-Alugue-me um quartinho, pai. Logo estarei trabalhando, e poderei assumir minhas despesas.

Ele quase perdeu a paciência de novo, mas controlou-se. Respirou fundo;

-Regiane, e o que você vai fazer? Será uma empregada doméstica? Uma secretária em meio-expediente, recebendo um pequeno salário? Ou quem sabe, vá trabalhar em uma padaria como balconista? Você não fez o curso normal ainda, então não poderá ser uma professora. É claro que se desejar fazê-lo, eu a ajudarei, mas você terá que morar com suas tias!

-Pai, eu não quero ser professora, tive aulas de inglês comercial na escola, e também nos ensinaram datilografia. Posso trabalhar em um escritório!

-Mas você só tem dezesseis anos!

-Dezoito, pai. Dezoito!

De repente, um pensamento passou a ocupar a cabeça de Régis: será que a filha estava enamorada, e por isso recusava-se a casar-se? E se o rapaz estivesse apenas tentando aproveitar-se da inocência da filha? Lembrou-se dele mesmo na juventude, e um calafrio percorreu sua espinha ao pensar que a filha pudesse estar sendo vitima de algum cafajeste:

-Querida filha... você não deseja casar-se. Fico pensando: será que está apaixonada por alguém?
Regiane sentiu o rosto ficar vermelho e quente, e abanou-se, tirando um leque da bolsa:

-Ora, papai... é claro que não...

Mas Régis conhecia bem a filha, e sabia que tocara em um ponto sensível.

-Filha, diga a verdade! Se estiver apaixonada, quero conhece-lo. É preciso certificar-me de que ele a merece, de que tem boas intenções...

-Pa... papai, o senhor está delirando. Deve ser o sol quente.

Régis quase gritou:

-Mais respeito, Regiane! 

-Desculpe, papai. É que... como eu poderia me apaixonar por alguém, se vivo trancada naquela escola?

Ele pensou, e concordou com a cabeça. Porém, alguma coisa não parecia certa, apesar de toda a lógica no pensamento da filha. 

Após muita conversa, os dois acabaram indo almoçar no casarão. Ao ouvir sobre o dilema da sobrinha, Fiorela decidiu:

-Sem mais torturas e discussões: você virá morar conosco. Entendo que não queira viver no casarão, ninguém é obrigado a gostar de tomar conta de crianças (fui egoísta, me desculpe, Regiane).  Ocupará um quarto na edícula, com Rosa. 

Apesar de adorar a companhia da tia, Regiane preferia viver sozinha no chalé:

-Obrigada, Tia Fiorela, mas eu não poderia viver sozinha no chalé? Está vazio há anos! Papai poderia ajudar-me a pintá-lo, e retiraríamos todas aquelas ripas de madeira dos cômodos, e...
Fiorela arregalou os olhos e ergueu a voz, enquanto todos à mesa balançavam a cabeça diante do ‘absurdo’ da proposta:

-Minha sobrinha está totalmente louca? Como você poderia morar lá em cima sozinha? Subir aquela escadaria todos os dias, ficar isolada no meio daquelas árvores? E quando desse uma tempestade? E se algum louco invadisse o terreno por cima? Não; está fora de cogitação!

Rosa, que gostava de suas horas de solidão quando sentava-se em sua cadeira de balanço para pensar no amor que perdera ou para vê-lo passar na rua,  tentou argumentar:

-Mas pense, Fiorela: o chalé está vazio há muito tempo, e se Regiane fosse morar lá, ele permaneceria bem conservado!

Regiane segurou a mão de Rosa sobre a toalha, dirigindo-lhe um olhar de gratidão:

-Obrigada, tia Rosa!

Mas Fiorela e João passaram a protestar ao mesmo tempo, e num segundo, todos estavam falando ao mesmo tempo, e ninguém entendia nada; finalmente, Régis deu um soco na mesa, e todos se calaram:

-Chega! (e dirigindo-se à filha): Está decidido: ou você vem morar com sua Tia Rosa ou então ficará no convento!

(continua...)




4 comentários:

  1. A truly intriguing read...I am so enjoying this! :))

    ResponderExcluir
  2. Que situação?
    Aguardando pelo próximo capítulo,
    está emocionante...
    Abraços carinhosos
    Maria Teresa

    ResponderExcluir
  3. UAU, fazia tempo que naum lia... Tinha parado no capítulo XIII rsrs...
    Quanta coisa aconteceu, mas me parece que algumas coisas vieram a tona (pelo menos pra mim), mas não vou dizer nada, só desconfiar , hehehe..... Devo continuar lendo pra ver se estou certa.

    Isso não é um conto, é uma novela, e está super interessante.
    Manda o próximo capítulo looogoooo!!

    ResponderExcluir
  4. Tentando entender Ricardo, muitos mistérios acerca dele ainda.
    É engraçado como o pai de Regiane parece não ter aprendido muito com as suas dores do passado, bom, ao meu ver, ele só tem pensado em si, como sempre. Espero estar enganada.

    Está demais Ana, parabéns pela forma fascinante com que tem desenvolvido essa história.

    Meu carinho.

    ResponderExcluir

Obrigada por visitar-me. Adoraria saber sua opinião. Por favor, deixe seu comentário.

AS ESTRELAS QUE EU CONEI Capítulo 13

 CAPÍTULO 13 Achei estranho que o sol parecia nunca se por naquele lugar, e perguntei sobre isso. Imediatamente, começou a escurecer, e lind...